
Nas edições anteriores
#56 | 🎮 O Jogo Está Marcado — jogue melhor a partir de R$500
#55 | FUTUROS: A lógica da vida descentralizada
#54 | Do Ciberespaço às Propriedades Off Grid: Uma Nova Sociedade em Construção
Para começo de conversa 🌱
Esta semana fechamos a 3ª edição do Anarcópolis.
Três anos de muita vivência: aprendizado, trocas honestas, conexões que viram projetos e um networking que realmente move me move. Tudo isso somado a reflexões e ajustes contínuos, porque esse evento nunca repete fórmula, sempre evolui.

Os que ficaram todos o dias até o final!!
Pra mim, é uma honra absoluta fazer parte do hall de palestrantes desde a primeira edição. E é nítido o quanto essa jornada me puxou pra cima: cada ano eu sinto que consigo me profissionalizar mais, chego mais preparado, mais técnico e, ao mesmo tempo, mais conectado com o público — dos veteranos da autonomia aos totalmente iniciantes que chegam sem saber por onde começar ou quem nunca teve contato com o tema.
Sou muito grato por esse espaço que me recarrega, me renova e me coloca ainda mais alinhado com o caminho que escolhi.
Estou ansioso pela 4ª edição. Se for como as anteriores, vai ser maior, mais profunda e ainda mais transformadora.

Agende, preenchendo o formulário 👉 https://forms.gle/oBon1B3ixkrz7mVZ9
🐰 Quer saber até onde vai a toca? (Spoiler: até sua liberdade total)
Impostos, inflação, dependência. Ou: Bitcoin, permacultura, autonomia. Escolha sua pílula.

Existe um momento na vida em que você para, olha ao redor e percebe: algo não fecha. Você trabalha mais, mas seu dinheiro compra menos. Paga impostos crescentes por serviços decrescentes. Depende de sistemas que falham justamente quando você mais precisa. E a promessa de segurança que te venderam? Evaporou junto com o poder de compra da moeda.
A boa notícia é que existe saída. Não uma fuga romântica ou uma utopia distante, mas um caminho prático, rentável e real. Um êxodo para sistemas mais éticos, resilientes e abundantes. Este artigo é o mapa dessa jornada.
1. O Problema Que Ninguém Quer Ver
Vamos começar pelo óbvio que insistem em ignorar: você não é livre. Não financeiramente, não fisicamente, não de verdade.
Todo mês, antes mesmo de você ver seu salário, o Estado já retirou sua parte. Imposto de renda, contribuições obrigatórias, taxas que você nem sabe nomear. Quando o dinheiro finalmente chega na sua conta, você vai ao mercado e paga impostos novamente - embutidos em cada produto, invisíveis mas pesados. Quer morar? IPTU. Quer dirigir? IPVA. Quer trabalhar? INSS. Quer existir? Impostos que ultrapassam o custo de produtos em si.
A narrativa oficial é clara: você paga impostos para ter segurança, saúde, educação, infraestrutura. Mas olhe ao redor. Os hospitais públicos mal funcionam para situações clínicas, deixam as pessoas na mão em emergências. A segurança é uma piada cruel. As estradas, esburacadas quando públicas, caras privatizadas. A educação, doutrinária e ineficiente. Você paga por serviços que não recebe e, quando decide resolver por conta própria - escola particular, plano de saúde, segurança privada (seguro, condomínio) - continua pagando impostos para financiar o sistema que te ignorou.
E tem mais: a inflação. Dizem que é complexa, técnica, inevitável. Mentira. Inflação é roubo silencioso. O Estado imprime dinheiro, dilui o valor da sua moeda, e seu poder de compra derrete. Aquele dinheiro que você guardou para o futuro? Vale menos a cada dia. Sua aposentadoria? Uma promessa de papel sustentada por uma pirâmide demográfica em colapso. Me diz, você acredita que levará uma vida digna aposentando pelo INSS daqui 20 anos?
Dependência do Estado é dependência de um sistema que não te serve, que falha estruturalmente, e que se perpetua através da força. Você não escolhe pagar. Você não escolhe os serviços. Você não pode cancelar a assinatura. E quando o sistema quebra - e ele sempre quebra - quem paga a conta é você, de novo, com mais impostos, mais inflação, mais controle.
A pergunta não é se esse sistema é insustentável. A pergunta é: quanto tempo você vai perder esperando ele melhorar?
2. A Filosofia da Liberdade
Se o problema é a coerção centralizada, a solução começa na ética da liberdade. E aqui entra o anarcocapitalismo - não como ideologia distante, mas como conjunto de princípios verdadeiro que sempre guiaram a sociedade humana.
O princípio central é simples: você é dono de si mesmo. Seu corpo, seu trabalho, suas escolhas. Ninguém tem o direito de usar força ou fraude contra você, e você não tem o direito de usar força ou fraude contra ninguém. Tudo que é legítimo vem de trocas voluntárias.
Propriedade privada não é luxo ou privilégio - é a base da social. Quando você é dono da sua terra, da sua casa, das suas ferramentas, você não depende de permissão para existir. Você não precisa pedir licença para plantar, construir, produzir. Você não está à mercê de mudanças arbitrárias de regras feitas por gente que nunca pisou na sua realidade.
Responsabilidade individual é o outro lado da moeda. Liberdade sem responsabilidade é caos. Mas responsabilidade com liberdade é crescimento. Quando você assume as consequências das suas escolhas - boas e ruins - você evolui. Aprende. Constrói resiliência. O Estado te infantiliza prometendo resolver tudo e entregando nada. A liberdade te amadurece fazendo você resolver, cooperar, criar.
Os teóricos ancaps - Rothbard, Hoppe, Mises - não estavam escrevendo ficção. Estavam diagnosticando o problema central da organização humana: monopólios coercitivos (Estados) sempre degeneram porque não têm incentivo para servir bem. Não existe concorrência. Não existe escolha. Não existe saída.
Mas se não existe Estado, como se organiza a sociedade? Da mesma forma que sempre se organizou quando livre: através de contratos voluntários, associações espontâneas, cooperação mútua. Você escolhe sua seguradora. Você escolhe seu provedor de energia. Você escolhe suas regras de convivência. E se não estiver satisfeito, você sai e escolhe outro. Esse mecanismo - a possibilidade de saída - é o que mantém qualquer sistema honesto.
A filosofia da liberdade não é abolir ordem. É abolir coerção. E quando você entende isso, o próximo passo fica claro: construir sistemas paralelos, descentralizados, voluntários. Sistemas que funcionam porque servem, não porque obrigam.
3. Bitcoin: Soberania Financeira
Se você quer sair do sistema, precisa começar pelo dinheiro. Porque dinheiro é poder - e enquanto seu dinheiro estiver nas mãos do Estado e dos bancos (tentáculos do Estado), você não tem poder nenhum.
Bitcoin é a primeira forma de dinheiro verdadeiramente descentralizado da história humana. Não pertence a nenhum governo. Não é controlado por nenhum banco central. Não pode ser impresso, inflacionado ou confiscado facilmente. É escasso por design: apenas 21 milhões de unidades existirão, e nenhum político, economista ou burocrata pode mudar isso.
Quando você tem bitcoin, você tem soberania financeira. Suas chaves, suas moedas. Não precisa de permissão para enviar, receber ou guardar. Não precisa de intermediário para fazer uma transação. Não precisa confiar em ninguém além do protocolo - matemática pura, código aberto, verificável por qualquer um.
Compare isso com o sistema bancário: seu dinheiro não está na sua conta, está no balanço do banco. Eles emprestam várias vezes mais do que têm (reserva fracionária). Se todos pedirem de volta ao mesmo tempo, o sistema quebra. E quando quebra, o Estado imprime dinheiro para salvar bancos, diluindo o valor do que você tem. Você paga pela irresponsabilidade alheia. De novo.
Bitcoin inverte isso. Você é seu próprio banco. Ninguém pode congelar sua conta. Ninguém pode limitar seus saques. Ninguém pode rastrear (se você souber usar direito) ou censurar suas transações. É dinheiro que funciona como deveria funcionar: reserva de valor, meio de troca, unidade de conta. Sem intermediários parasitários.
E não é teoria. Bitcoin já salvou pessoas em países com hiperinflação. Já permitiu doações em zonas de guerra quando bancos foram cortados. Já protegeu patrimônios de confiscos autoritários. Já conectou economias informais sem bancos, sem burocracia, sem fronteiras.
Para quem está construindo autonomia, bitcoin é infraestrutura. Você vende seus produtos agroecológicos? Receba em bitcoin. Você presta serviços? Receba em bitcoin. Você poupa para o futuro? Poupe em bitcoin. E quando o sistema fiduciário entrar em colapso - como sempre entra - você estará fora da zona de impacto principal.
Soberania financeira é a base. Mas soberania completa exige mais: você precisa controlar o mundo físico ao seu redor. E é aí que entra a permacultura.
4. Permacultura e Agroecologia: Soberania Física
Bitcoin resolve o dinheiro. Mas você não come bitcoin. Não mora dentro de uma blockchain. Não gera energia com criptomoedas. A verdadeira autonomia exige que você controle os recursos físicos fundamentais: água, comida, energia, abrigo.
E aqui está a conexão que pouca gente enxerga: Permacultura é Web 3.0 aplicada à terra.
Web 3.0 descentraliza a internet. Tira poder das big techs e distribui entre os usuários. Permacultura descentraliza a produção. Te transforma em produtor e fornecedor do próprio alimento e água. Ambos funcionam com a mesma lógica: sistemas resilientes, distribuídos, regenerativos, antifrágeis.
Permacultura não é jardinagem paz e amor. É design ecológico aplicado: você observa os padrões da natureza e replica esses padrões para criar sistemas que produzem mais com menos esforço. Você capta água da chuva e armazena no solo através de swales, barraginhas, bacias de infiltração, calhas em telhados. Você integra animais, plantas, fungos, bactérias em ciclos fechados onde o "resíduo" de um é a matéria prima do outro. Você constrói fertilidade em vez de extrair. Você regenera em vez de degradar.
Agroecologia complementa isso com foco na produção de alimento: policultivos, agrofloresta, bioinsumos, manejo ecológico de pragas. Nada de veneno. Nada de dependência de multinacionais de sementes e agrotóxicos. Você salva sementes. Você produz seus próprios insumos. Você fecha o ciclo. Tudo com biodiversidade e equilíbrio ecológico.
E o resultado? Uma propriedade que produz comida saudável, água limpa, energia renovável (solar, eólica, biogás), abrigo sustentável (bioconstrução com materiais locais), e ainda gera renda - vendendo excedentes, prestando serviços, ensinando, hospedando.
Isso não é utopia. Isso existe. Funciona. Escala. E quanto mais pessoas fizerem, mais resiliente o sistema se torna. Porque permacultura, assim como bitcoin, não depende de uma única entidade. É descentralizada por natureza. Se uma propriedade falha, as outras continuam. Se um produtor sai, outro entra. Se o sistema oficial colapsa, a rede local sustenta.
Pense assim: bitcoin é seu backup financeiro quando bancos quebram. Permacultura é seu backup físico quando supermercados desabastecem, quando energia centralizada falha, quando água tratada escasseia. Você não está preparado para o apocalipse - você está preparado para a próxima crise, que pode ser amanhã.
E tem mais: ao produzir localmente, você reduz impostos (venda direta), reduz custos (sem atravessadores), aumenta qualidade (sem química), e reconecta com o real. Você sabe de onde vem sua comida. Você conhece quem produz. Você participa da cadeia. Isso não é nostalgia.
O Êxodo Começa Agora
Recapitulando a jornada:
O problema: impostos, inflação, dependência de sistemas falidos que roubam sua liberdade e futuro.
A filosofia: ética libertária, propriedade privada, responsabilidade individual - os fundamentos da verdadeira autonomia.
A solução digital: bitcoin como dinheiro descentralizado, soberano, imune à manipulação estatal.
A solução física: permacultura e agroecologia como sistemas regenerativos que te dão controle sobre água, comida, energia e abrigo.
Não é ou/ou. É tudo junto. Bitcoin sem autonomia física é vulnerável. Autonomia física sem bitcoin te deixa preso ao sistema monetário. Você precisa dos dois.
E você não precisa esperar. Não precisa de permissão. Não precisa de milhões. Você precisa de clareza, ferramentas e ação.
Compre bitcoin. Estude permacultura. Procure terra. Comece pequeno: uma horta, captação de chuva, painéis solares. Expanda: agrofloresta, bioconstrução, renda diversificada. Conecte-se: encontre pessoas na mesma jornada, forme redes, colabore.
O êxodo já começou. Milhares estão saindo do sistema, construindo bases autônomas, criando comunidades antifrágeis. A diferença entre eles e você é uma decisão: ficar ou ir. Reclamar ou construir. Depender ou prosperar.
Sua liberdade não virá de eleição do ano que vem, reforma ou revolução. Virá de você pegando as ferramentas disponíveis - bitcoin, permacultura, tecnologia open source.
O êxodo é rentável. O êxodo é possível. O êxodo é seguro.
E você já sabe demais para fingir que não viu a entrada dessa toca de coelho.
Conte comigo na sua jornada.
Tuchê Nunes
05/12/2025
Escrito em Uberaba - MG

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