
Nas edições anteriores
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#57 | 🐰 Quer saber até onde vai a toca? (Spoiler: até sua liberdade total)
#56 | 🎮 O Jogo Está Marcado — jogue melhor a partir de R$500
Para começo de conversa 🌱
Amanhã, 21/12/25, acontece o primeiro evento presencial do meu trabalho na internet.
Confesso: estou feliz e ansioso. É um passo importante.
Desde o início do ano venho desenhando um evento presencial de vários dias, no formato da Anarcópolis, porém voltado para todas as ferramentas de vida off grid, em nível nacional. Algo grande. Denso. Prático. Mais próximo de um fórum ou festival do que de um evento tradicional.
O propósito é simples e ambicioso: reunir pessoas geniais e apaixonadas por esse tema, criar trocas reais, conexões profundas e, principalmente, expandir e fortalecer o nosso movimento. 🐍
A Imersão Êxodo Rentável nasce como uma versão menor disso tudo. Um formato enxuto, itinerante, pensado para ser replicado em várias cidades (até porque o trabalho com corretagem rural me permite - e me obriga - circular por diferentes regiões do Brasil).
O encontro de amanhã é um teste, uma pequena pílula do que está por vir.
Nada grandioso ainda, mas muito simbólico.
Feliz em plantar.
Se você é de Uberlândia, não deixe de prestigiar.
Link para inscrição:
👉 https://forms.gle/RscnM7c2PfcTDtsP8

Agende, preenchendo o formulário 👉 https://forms.gle/oBon1B3ixkrz7mVZ9
O Estado Não Falha 🐙
Por que o Leviatã funciona exatamente como foi desenhado — e por que isso é o verdadeiro problema

O Estado não falha quando tributa, endivida, inflaciona e controla.
Ele cumpre sua função.
Falhar seria respeitar o indivíduo.
Quase todo mundo cresce acreditando na mesma história: o Estado existe para nos proteger, organizar a sociedade e promover o bem comum. A gente pode até reclamar de políticos, impostos ou corrupção, mas raramente questiona a base do sistema. É aqui que mora o problema.
Este texto não é para convencer você a "odiar o Estado". É para algo mais profundo: te libertar da ignorância política mais comum do nosso tempo - a crença de que existe uma autoridade legítima acima do indivíduo.
O que é anarcocapitalismo (sem espantalhos)
Anarcocapitalismo não é caos, não é ausência de regras e não é “cada um por si”. Ele parte de um fundamento ético objetivo, anterior a qualquer Estado: a lei natural.
A lei natural parte de um princípio simples: cada indivíduo é proprietário do próprio corpo e do fruto do seu trabalho. A partir disso, surge uma regra moral universal, válida para qualquer pessoa, em qualquer lugar:
👉 ninguém tem o direito de iniciar violência contra outra pessoa ou contra sua propriedade.
Esse princípio é conhecido como Princípio da Não Agressão (PNA).
O PNA não é um ideal utópico, nem uma regra criada por filósofos modernos. Ele é apenas a formalização lógica da convivência pacífica: se todos podem usar violência “legitimamente”, ninguém tem segurança alguma.
A conclusão é direta:
Se nenhum indivíduo tem o direito de iniciar agressão, nenhuma instituição pode ter esse direito.
O anarcocapitalismo defende, portanto:
propriedade privada
trocas voluntárias
responsabilidade individual
aplicação de regras sem monopólio da força
O ponto central não é discutir qual sistema é mais eficiente, mas qual sistema é moralmente legítimo. O Estado falha nesse teste logo na origem, pois sua existência depende da violação permanente do Princípio da Não Agressão.
O problema começa na legitimidade
Lysander Spooner, em Sem Traição: A Constituição Não Tem Autoridade (No Treason: The Constitution of No Authority), desmonta a base moral do Estado moderno.
Ele escreve:
"A Constituição não tem autoridade inerente ou obrigatória. Ela não tem autoridade ou obrigação alguma, a menos que seja como um contrato entre homem e homem."
A pergunta é simples e devastadora:
👉 Onde você assinou esse contrato?
Se você nunca consentiu, se não pode sair, se não pode recusar… não é contrato. É imposição.
O Estado vive de coerção, não de produção
Franz Oppenheimer, no clássico O Estado, define o problema com precisão cirúrgica:
"Há dois meios fundamentalmente opostos pelos quais o homem, necessitando de subsistência, é impelido a obter os meios necessários à satisfação de seus desejos. Esses meios são o trabalho e o roubo."
E ele continua explicando que:
"O Estado é a organização dos meios políticos."
Traduzindo: o Estado não cria riqueza. Ele se apropria do que outros produzem. Vive de impostos, taxas, inflação e regulações — tudo baseado na ameaça última da violência.
Quando a lei vira ferramenta de saque
Frédéric Bastiat, em A Lei, deixa isso cristalino:
"O Estado é a grande ficção pela qual todos tentam viver às custas de todos."
A lei, que deveria proteger vida, liberdade e propriedade, passa a ser usada para:
redistribuir renda pela força
beneficiar grupos organizados
socializar prejuízos
Quando o roubo vira legal, a moral da sociedade apodrece.
Democracia não é consentimento
Hans-Hermann Hoppe, em Democracia: O Deus que Falhou, ataca outro mito sagrado:
"A democracia não substitui a exploração; ela apenas muda quem explora quem."
Votar não é consentir. É escolher qual grupo vai controlar o monopólio da coerção.
A cada eleição, o incentivo é o mesmo:
gastar mais
endividar mais
prometer mais
O custo? Jogado para o futuro — e para quem não tem poder político.
O Estado cresce porque obedecemos
Muito antes de tudo isso, Étienne de La Boétie já tinha entendido o mecanismo psicológico do poder. Em Discurso da Servidão Voluntária, ele escreve:
"Resolvei não mais servir e sereis livres."
O Estado não se sustenta apenas pela força, mas pelo hábito, pela resignação e pela terceirização da responsabilidade.
A moeda: a agressão invisível
Se imposto é roubo explícito, inflação é roubo disfarçado.
Quando o Estado controla a moeda, ele ganha um poder devastador:
imprimir dinheiro
financiar déficits
salvar amigos do poder
O resultado:
perda de poder de compra
distorção de preços
destruição da poupança
Murray Rothbard, em O Que o Governo Fez com o Nosso Dinheiro?, explica:
"A inflação é um imposto oculto que beneficia os primeiros recebedores do dinheiro recém-criado, às custas de todos os outros."
Quem ganha?
bancos
grandes corporações conectadas ao Estado
o próprio governo
Quem perde?
trabalhadores
poupadores
produtores reais
Bitcoin: separando dinheiro do Estado
Bitcoin surge como uma resposta prática a esse problema.
Não é sobre enriquecimento rápido. É sobre:
dinheiro sem permissão
escassez verificável
resistência à censura
soberania individual
Bitcoin faz com o dinheiro o que a internet fez com a informação: 👉 tira o monopólio das mãos do poder central.
Pela primeira vez na história moderna, é possível:
poupar sem inflação arbitrária
transferir valor sem intermediários
escapar do confisco silencioso
Conclusão: o Estado não falha
O Estado não é ilegítimo porque é corrupto. Ele é corrupto porque é ilegítimo.
Ele não falha. Ele funciona exatamente como foi desenhado.
A verdadeira revolução não começa nas urnas, mas na consciência.
Liberdade não é dada. É assumida.
Conte comigo na sua jornada.
Tuchê Nunes
17/12/2025
Escrito em Uberaba - MG

Para dar tchau 👋🏻
O princípio n1 da permacultura é Observe e interaja.
Temos nomes notáveis, como o de Goethe nesta área.
Observar os padrões da natureza é fundamental para viver melhor, projetar melhor.
Olha que interessante o que foi observado sobre uma capacidade incrível que as abelhas possuem:

Agende, preenchendo o formulário 👉 https://forms.gle/oBon1B3ixkrz7mVZ9
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Eu te desejo Vida, Propriedade e Liberdade 🌱🐍🖤💛

