Para começo de conversa 🌱

Semana passada aconteceu a primeira Imersão, como comentei aqui na Homesteaders BR.

Antes de tudo: foi maravilhoso.

Tivemos 9 participantes. Um único criativo impactou mais de 32 mil pessoas em Uberlândia, com cerca de R$ 130 em tráfego pago. Desses 9, 5 eu não conhecia, chegaram por anúncio ou divulgação em grupos locais.

A turma foi diversa: idades diferentes, histórias diferentes e visões de mundo bem distintas. Chamei atenção, inclusive, de pessoas muito ligadas a natureza, bem-estar e yoga, o que me fez refletir bastante sobre como meu discurso chega neste grupo.

Um teve que sair pouco antes da foto.

Mesmo sendo um grupo pequeno, fiquei muito satisfeito por dois motivos:

  1. Consegui atrair gente fora do meu círculo social e que não me conhecia pelo trabalho online.

  2. Percebi que, apesar do desconforto inicial ao falar de abusos do Estado, a dor é compartilhada. As pessoas sentem, só não tinham um caminho claro de saída.

Quando apresentei Anarcocapitalismo, Bitcoin e Permacultura, a aceitação foi surpreendente. Todos criaram sua primeira carteira, testaram a Lightning Network e sentiram que estavam aprendendo algo prático e realmente útil.

O ponto alto pra mim foi ouvir de uma das participantes que ela sempre achou que anarcocapitalismo era coisa de maluco, que nunca faria sentido e que agora tinha uma visão completamente diferente. A forma de explicar quebrou preconceitos antigos.

Inspirado por essa vivência, o artigo de hoje é sobre como furar a bolha e explicar anarcocapitalismo para pessoas comuns, de um jeito simples, honesto e conectado com a vida real.

Porque quando a ideia é bem explicada, ela deixa de assustar e… começa a libertar.

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🫧 Ancap, você ainda quer furar a bolha?

🌱 Quando a ideia deixa de assustar e começa a libertar — o que aprendi explicando liberdade fora da bolha

Muito acostumados às conversas e jargões da bolha ancap, acabamos falando quase sempre entre nós mesmos. Discutimos como o Estado é sacana, como políticos se aproveitam, como as engrenagens funcionam e como o verdadeiro poder se esconde por trás de tudo isso. Depois de um tempo, tudo isso vira pressuposto.

O problema é que, fora da bolha, isso soa estranho.

Para nossos vizinhos, colegas de trabalho, familiares e amigos, parecemos excêntricos, radicais, até alienígenas. E aqui vai a autocrítica necessária: estamos errando. Nossa missão nunca foi nos fechar. Sempre foi furar a bolha.

Em retrospectiva, é curioso notar como certos objetivos do movimento ancap foram se diluindo com o tempo. Houve uma época em que se falava muito em agorismo. Hoje, quase ninguém usa esse termo com a mesma convicção. Também houve um período em que existia, de fato, uma grande bolha nacional de informação, muito concentrada — em grande medida orquestrada pelo Grupo Globo. Naquele contexto, fazia sentido imaginar um documentário passando em horário nobre e mudando a cultura do país. Não à toa, projetos como a Brasil Paralelo nasceram com o objetivo explícito de “furar a bolha”.

Isso fazia sentido. A ideia era levar consciência para mais pessoas e, por consequência, mudar o Brasil.

E agora?

Fica a pergunta, especialmente para você, ancap que me lê: onde foi parar nossa estratégia de furar a bolha? Desistimos? É mais confortável pregar apenas para convertidos?

A resposta começou a ficar clara para mim durante a 1ª Imersão Êxodo Rentável, realizada em uma sala emprestada durante uma feira de artesãos e artistas em Uberlândia, no dia 21/12/2025. Ali, tive o privilégio de voltar a conversar com pessoas fora da minha bolha, mas que tinham algo em comum: uma inquietação com a vida moderna, um interesse por bem-estar, natureza e autonomia.

Foi nesse ambiente que apresentei, do zero, anarcocapitalismo, libertarianismo, Bitcoin e permacultura, não como ideias soltas, mas como partes de um mesmo sistema coerente.

Para isso, dividi a imersão em quatro fases bem claras.

Fase 1 – O problema

Objetivo: despertar revolta e indignação.

Começo apresentando a justificativa clássica do Estado: Hobbes, o “mal necessário”, o homem como lobo do homem. A partir daí, mostro como, na prática, o Estado nos escraviza por meio da inflação, da coerção e dos impostos.

Trago exemplos simples, cotidianos, que qualquer pessoa entende:
– Viva o SUS, mas quem pode pagar plano de saúde paga.
– Há muito mais pretos e pobres estudando à noite em faculdades privadas do que nas universidades “públicas e gratuitas”.
– Você paga impostos por “segurança”, mas o agente do Estado apreende seu carro se você não pagar o IPVA em dia. No fim, você paga duas vezes: impostos, seguro, condomínio, alarme.

Conecto isso ao fim do lastro da moeda e às anomalias que surgiram depois. Mostro como decisões tomadas por burocratas, longe da vida real, deterioraram o poder de compra, o tempo e a dignidade das pessoas.

Isso gera revolta. E, sim, revolta é importante. Ela precisa ser provocada, mas de forma organizada, construindo raciocínio. Afinal, onde você assinou esse tal contrato social que te obriga a ser esculachado a vida inteira?

Qualquer pessoa entende isso.

Fase 2 – O libertarianismo

Objetivo: justificar o anarcocapitalismo pela lógica.

Com a pessoa revoltada, fica muito mais fácil explicar.

Começo pela lei natural: o único direito que existe de verdade é o direito à vida. Para garantir a vida, você precisa de coisas externas ao corpo — abrigo, comida, ferramentas. Logo, precisa de propriedade. Se alguém viola sua propriedade, está violando diretamente seu direito à vida.

Daí surge algo óbvio: se um homem não pode roubar outro, um grupo de homens também não pode. É aqui que se contrapõe o ilegítimo (o Estado) ao legítimo (o indivíduo).

A lógica se sustenta sozinha.

Fase 3 – Bitcoin

Objetivo: desmistificar e empoderar.

Depois da revolta e da lógica, vem a ferramenta. Explico o Bitcoin do zero, sem jargão, mostrando por que ele é uma tecnologia de liberdade. Em minutos, a pessoa cria uma carteira, recebe alguns satoshis via Lightning e entende, na prática, o que é soberania monetária.

Todo mundo tem um celular no bolso. Isso é poderoso.

Fase 4 – Natureza

Objetivo: reconectar o indivíduo à própria essência.

Somos matéria, energia, ciclos. Entender a natureza, seus padrões e fractais, estudar permacultura, agroecologia e técnicas como a Keyline é trazer soberania para o mundo físico. É autonomia real, cotidiana, conectada com a vida.

No fim, tudo se fecha.

Permacultura e agroecologia não são só técnicas agrícolas. São ferramentas libertadoras. Porque o objetivo final não é só “vencer o Estado”, é viver uma boa vida. E não existe boa vida convivendo com um mal desnecessário.

No encerramento da imersão, uma participante me disse algo que marcou profundamente: ela sempre achou que anarcocapitalismo era “coisa de maluco”, que nunca faria sentido. E agora, depois da experiência, tinha outra visão.

Ali eu tive certeza: o preconceito não é natural, ele é construído — e pode ser destruído.

Falar de alma para alma, mexer na ferida e depois apresentar soluções pela lógica, sem grosseria, é o caminho para tornar a sociedade mais ancap.

Pela via da permacultura e da agroecologia, esse é o meu objetivo.

Me sinto cada vez mais vivo por estar nessa missão.

Furemos bolhas.

Para dar tchau 👋🏻

Onde houver terra, estaremos lá!

Orgulho de ser o primeiro franqueada da maior imobiliária rural da América Latina.

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Eu te desejo Vida, Propriedade e Liberdade 🌱🐍🖤💛

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