
Nas edições anteriores
#62 | O absurdo da agricultura continua, só que mais tecnológico
#61 | 🪱 Compostagem não é decomposição
#60 | 🫧 Ancap, você ainda quer furar a bolha?
Para começo de conversa 🌱
O tema do artigo de hoje não é novo para quem acompanha o canal.
A novidade está no raciocínio.
Sempre falamos em pensar a propriedade em camadas — solo, água, plantação, criações, energia — como base para autonomia e descentralização.
Aqui a provocação é outra: essas mesmas camadas também podem ser pensadas como fontes de renda.
Não se trata de abandonar o negócio principal da fazenda ou do sítio, mas de parar de depender só dele.
Cada camada bem desenhada reduz risco, cria margem e amplia as possibilidades da propriedade ao longo do ano.
Essa visão já apareceu no Podcast Permacultor Libertário, na edição 12+1, quando falamos sobre Usinas Solares para Investimento no Brasil.
Vale assistir para entender melhor como funciona a rentabilidade e o modelo de negócio no nosso contexto.
O artigo de hoje aprofunda essa lógica e amplia o olhar:
autossuficiência não só como sobrevivência, mas como estratégia econômica.

Quem compra terra nunca erra. Acesso o link: https://linktr.ee/Reland_TucheNunes
🔎Terras Raras - RELAND | Curadoria Tuchê Nunes 👨🏻🌾

Fazenda em Andaraí, BA - R$ 2.800.000 | 560 ha | R$5mil/ha
Acesse: https://reland.com.br/pt-br/imovel/fazenda-de-560-ha-em-andarai-ba-6fee5c994051c4490bd2
📍 Região: Andaraí – Chapada Diamantina (BA)
📐 Área: 560 hectares
💧 Água: Três poços artesianos com outorga; regime de chuvas típico da região
🌱 Solo: Mistura de arenoso e argiloso
🚜 Vocação: Pecuária estruturada, lavouras comerciais, fruticultura de clima intermediário
🧠 O que chama atenção aqui:
Essa é uma terra que já opera. Não parte do zero: há infraestrutura funcional, acesso resolvido e água garantida, o que reduz bastante a fricção inicial. Ao mesmo tempo, o tamanho e a configuração permitem expansão produtiva sem pressão imediata por intensificação. O equilíbrio entre área produtiva, moradia e logística é claro — não é uma fazenda isolada nem urbana demais. Faz sentido para quem pensa em produção em escala média a grande, com gestão profissional, ou para projetos que exigem regularidade operacional antes de qualquer discurso regenerativo mais ambicioso.

Tudo começa com um pedaço de terra.
Acesse: https://reland.com.br/pt-br/imovel/fazenda-de-560-ha-em-andarai-ba-6fee5c994051c4490bd2
👉 Se fizer sentido conversar sobre essa ou outras terras, é só me chamar.

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⚡ Energia como segunda safra da terra
Por que propriedades pensadas em camadas criam renda onde o urbano só consome

Quando projetamos uma propriedade autossuficiente, nós pensa em camadas.
Água, solo, edificações, plantações, criações…
Uma dessas camadas é a geração de energia.
99,99% das pessoas ainda enxergam energia apenas como custo.
Quando muito, como autossuficiência (nossa caso), que já é um avanço.
No máximo, a conta fecha assim:
“Gero minha própria energia e paro de pagar a concessionária.”
Isso resolve um problema, mas não constrói um sistema.
O ponto de virada aqui é entender que cada camada da propriedade, especialmente a energia, não é só um insumo, mas um meio produtivo.
Uma propriedade bem desenhada não é a que se sustenta apenas com plantio ou criação (o negócio nº 1 da quase toda fazenda ou sítio).
É a que:
busca autossuficiência em cada camada,
reduz riscos, tanto internos quanto externos,
cria fontes de renda mais previsíveis,
e amplia os modelos de negócio possíveis dentro da mesma área.
Construir uma propriedade autossustentável não é apenas ideologia. É engenharia econômica, de produção e de gestão.
A primeira camada: produzir para comer e viver
Todo produtor pensa primeiro na comida.
Horta, roça, criação, pasto.
Essa é a base e sem ela não existe autonomia nenhuma.
Mas ela também é a mais frágil.
Depende de clima, de safra, de preço, de mercado, de estrada.
Uma propriedade que vive só disso fica sempre exposta.
Qualquer problema vira crise.
Autossuficiência não começa e termina no prato.
A energia como camada produtiva (e não só economia)
Quando alguém fala em energia off-grid, quase sempre o foco é parar de pagar conta.
Isso é bom, mas é pouco.
Energia própria é estabilidade.
E estabilidade tem valor.
Uma propriedade que gera energia além do próprio consumo passa a ter:
previsibilidade,
margem,
resiliência.
Energia solar, biogás, biomassa, micro-hídrica — pouco importa a fonte.
O ponto é que energia pode virar renda, não só alívio no orçamento.
Quem trata energia apenas como economia está deixando uma camada inteira da propriedade subutilizada.
A propriedade não para de trabalhar quando a safra acaba
Quase toda propriedade rural recebe visitas.
Família, amigos, feriados, fim de ano.
Isso já acontece, mesmo sem planejamento.
A diferença está em quem entende isso como uso pontual
e quem desenha a propriedade já pensando nisso.
Um quarto independente, um chalé simples, uma área separada:
serve para receber quem você gosta,
e no resto do ano pode receber:
voluntários,
hóspedes,
pequenos retiros,
experiências rurais.
Não é transformar seu refúgio off-grif em um hotel. É uso inteligente do espaço que já existe.
A terra passa a gerar renda em meses que antes eram mortos. Aproveitando as possibilidades que um lugar assim te dá.
Beneficiar a abundância em vez de perder tempo e produção
Todo produtor já passou por isso.
Fruta demais no pé.
Colheita concentrada em poucos dias.
Um animal abatido além do consumo imediato.
A reação comum é consumir o máximo possível, aceitar a perda ou tentar “salvar” parte da produção fazendo conservas, geleias ou carne de lata.
Só que aqui está o erro:
tratar isso apenas como forma de evitar desperdício.
Na prática, beneficiar a abundância é uma camada produtiva inteira da propriedade… e quase sempre mal explorada.
Geleias, compotas, conservas, banha, fermentados, carnes curadas não precisam virar indústria.
Elas são uma extensão natural do que já acontece na roça.
Produto artesanal tem valor agregado alto exatamente porque:
é local,
é limitado,
é feito à mão,
e carrega história.
Além disso, na vida rural, muitas vezes ele já precisa ser feito de qualquer forma, seja para consumo próprio ou para estocar alimento.
Quando bem pensado, esse beneficiamento:
resolve o excesso sem pressa,
transforma volume em valor,
circula fácil entre visitantes e conhecidos,
funciona bem em redes sociais,
fortalece a identidade da propriedade.
É renda que nasce do que já estava ali,
sem abrir nova frente de trabalho,
sem depender de atravessador,
sem mudar a essência da vida no campo.
Não é “processar alimento”.
É dar continuidade à abundância.
A área “intocada” também trabalha
Área de preservação não é área inútil.
Ela protege a água, solo e clima.
Isso já é produção.
Mas além disso, dá para:
cultivar cogumelos em troncos,
manter colmeias,
produzir mel, própolis, cera,
fortalecer a segurança da propriedade.
Sem destruir, sem abrir clareira, sem forçar nada.
A área selvagem não precisa ser explorada.
Ela só precisa ser entendida. E entendida ela deve gerar renda.
Agora compara isso com um apartamento urbano
Um apartamento:
não produz comida,
não gera energia,
não cria animais,
não recebe visitas sem tirar o seu espaço,
não beneficia,
não preserva.
Ele só consome.
Mesmo assim, o sistema vende isso como sucesso.
Enquanto isso, uma propriedade pensada em camadas:
produz alimento,
gera energia,
abriga,
beneficia,
preserva,
cria várias entradas de renda,
reduz dependência.
Uma, depende do mundo funciona perfeitamente.
A outra, funciona independente, mas para muitos funciona mesmo quando o mundo falha.
Terra em uma camada só é terra subutilizada
Quem pensa a propriedade em uma única função está replicando o pensamento urbano no campo. Por isso hoje tantos fazendeiros estão endividados.
Autossuficiência não é isolamento.
É capacidade de operar sistemas.
Energia como segunda safra da terra não é conceito bonito.
É decisão de negócio, prática e autonomia (energética e financeira)
Terra não é refúgio.
É plataforma.
E plataforma boa é aquela que trabalha em mais de uma frente ao mesmo tempo.
O mercado livre de energia está aí, e precisamos saber aproveitar ele em nossas propriedades.

Você ganha desconto e apoia o meu trabalho. Envie o PDF da última conta de luz: https://bit.ly/FreeEnergyMarketTUCHENUNES
Para dar tchau 👋🏻
A palavra fazenda vem do latim facienda, que significa literalmente “o que deve ser feito”. Não tem relação com posse, status ou contemplação. Desde a origem, fazenda é território de ação, de trabalho contínuo, de decisão prática sobre como organizar recursos, tempo e gente. Terra, nesse sentido, nunca foi cenário: Sempre foi tarefa.
Talvez por isso tantas propriedades fracassem quando são pensadas apenas como patrimônio parado. Fazenda existe para operar: produzir, manter, ajustar, atravessar ciclos. Quando nada “precisa ser feito”, a terra começa a perder função. E terra sem função não demora a virar problema, custo ou abandono.

Agende, preenchendo o formulário 👉 https://forms.gle/oBon1B3ixkrz7mVZ9
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Eu te desejo Vida, Propriedade e Liberdade 🌱🐍🖤💛
